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Jamón Ibérico: técnica de cura, cortes e tradição espanhola

Foto do escritor: Internology Soluções em Marketing
Internology Soluções em Marketing
há 3 dias
2 min de leitura

Poucos produtos são tão associados à Espanha quanto o jamón ibérico. Mais do que um simples presunto curado, ele é resultado de uma combinação específica entre raça do animal, tipo de alimentação e um processo de cura que pode levar anos para ser concluído.


Fatias de presunto ibérico em prato, perna ao suporte, azeite, pão e tomates em mesa rústica; logo CASA PICO GASTRONOMIA

O porco ibérico

O jamón ibérico vem de uma raça de porco autóctone da Península Ibérica, menor que o porco branco convencional e reconhecida por armazenar gordura infiltrada entre as fibras musculares. É justamente essa gordura entremeada que dá ao jamón ibérico sua textura macia e seu sabor característico, diferente dos presuntos feitos com outras raças de porco.


Bellota, cebo de campo e cebo: a alimentação como critério de classificação

A classificação oficial do jamón ibérico na Espanha segue, sobretudo, o tipo de alimentação recebida pelo animal antes do abate. O jamón de bellota vem de porcos criados soltos em dehesas, pastagens arborizadas, e alimentados principalmente com bolotas durante a época chamada montanera, entre novembro e março. É a categoria mais valorizada, reconhecida pelo perfil de gordura mais saudável e pelo sabor mais complexo.


Já o cebo de campo se refere a animais também criados soltos, mas que recebem uma alimentação complementar à base de ração, enquanto o cebo é o presunto de porcos criados em granjas, alimentados exclusivamente com ração à base de cereais e leguminosas. Cada uma dessas categorias precisa constar obrigatoriamente na etiqueta do produto, junto com o percentual de pureza da raça ibérica.


O processo de cura

Depois do abate, as peças passam por um processo de salga seguido de um longo período de cura, que pode variar entre 14 e 36 meses, dependendo da categoria e do tamanho da peça. Durante esse tempo, o jamón perde parte de sua umidade, concentra sabor e desenvolve a textura característica que separa suas fatias em finas vetas brancas de gordura, visíveis a olho nu ao ser cortado.


Como identificar cada tipo

Na Espanha, os jamones recebem um cordão colorido preso à pata, indicando sua categoria: preto para o jamón de bellota 100% ibérico, vermelho para o bellota ibérico, verde para o cebo de campo ibérico e branco para o cebo ibérico. Esse sistema de cores foi criado justamente para facilitar a identificação do produto tanto para profissionais quanto para consumidores finais.


Um produto que carrega tradição

Mais do que um ingrediente, o jamón ibérico representa uma cadeia de produção que envolve criação extensiva, respeito ao tempo de cura e conhecimento técnico transmitido há gerações nas regiões produtoras da Espanha. Entender essas etapas ajuda a valorizar cada fatia, percebendo que o sabor final é resultado direto de decisões tomadas meses, ou até anos, antes de o presunto chegar à mesa.


Esse é um dos ingredientes que mais representam a tradição de charcutaria espanhola dentro da proposta da Casa Paco, reforçando o compromisso da marca com produtos que carregam identidade e história.


Casa Paco Gastronomia

Unidade Vinhedo – Rua Manoel Matheus, 460 – Vinhedo – SP

Unidade Swiss Park – Av. Dermival Bernardes Siqueira, 3019 – Campinas – SP

Loja de Congelados Cambuí – Av. Cel. Silva Telles, 132 – Campinas – SP

www.casapaco.com.br   |   Instagram: @casapacogastronomia

 
 
 

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